Programa
Programação detalhada de cada show no dia do evento.
Ceilândia — Casa do Cantador
(13/09/2025)
- 16:00 — Abertura do espaço (exposições, brechó, gastronomia local)
- 19:30 — Recepção do público
- 20:00 — Início do show "O Lado B F(Elis)mente – 1ª Edição"
- 21:30 — Encerramento
Taguatinga — Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga Norte
(26/09/2025)
- 16:00 — Abertura do espaço (exposições, brechó, gastronomia local)
- 19:30 — Recepção do público
- 20:00 — Início do show
- 21:30 — Encerramento
Taguatinga — Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga Norte
(03/10/2025)
- 16:00 — Abertura do espaço (exposições, brechó, gastronomia local)
- 19:30 — Recepção do público
- 20:00 — Início do show
- 21:30 — Encerramento
Roteiro
- 1) Ladeira da preguiça - Gilberto Gil
A histórica ladeira de Salvador era uma das principais ligações entre o porto e a cidade alta de Salvador Bahia.
Por ali os escravos transportavam mercadorias empurrando carretas nas costas.
A elite da época que vivia nos casarões ao longo da ladeira, divertia-se com gritos de ‘sobe preguiça’!
A música fala sobre inércia e a melancolia e pode ser interpretada como uma crítica à falta de comunicação e ao distanciamento emocional.
- 2) Meio de campo - Gilberto Gil
A música meio de campo é uma obra que utiliza o futebol como metáfora para a vida.
Uma carta fictícia endereçada a Afonsinho, um jogador de futebol que se tornou símbolo de resistência e luta por direitos dos atletas nos anos 70.
- 3) Lunik 9 - Gilberto Gil
A preocupação de Gilberto Gil com o futuro da arte é palpável quando ele questiona: “o que será do verso, do mar, da flor e do violão sem o luar”.
A música convida a refletir sobre o progresso e suas consequências sobre como a ciência pode alterar a forma como vivenciamos o mundo e como isso afeta a expressão artística e a sensibilidade humana.
A letra começa com um chamado aos poetas, seresteiros, namorados, sugerindo que eles aproveitem as possíveis últimas noites iluminadas pelo luar para criar e expressar seus sentimentos, antes que a ciência e a tecnologia transforme completamente a relação do homem com o universo.
- 4) Vera Cruz - Milton Nascimento/Márcio Borges
Obra profundamente emotiva que explora temas de perda, saudade e busca incessante.
A escolha do nome é significativa, evocando imagens de descobrimento e exploração tal a história do Brasil, mas aqui representando uma viagem interna pessoal.
A canção se torna um retrato da alma brasileira, com sua capacidade de sentir profundamente a dor, mas também seguir adiante, sempre em busca de redenção ou de um novo começo mesmo que isso signifique se lançar ao desconhecido.
- 5) Corrida de Jangada - Edu Lobo/Carlos José Capinan
A música é uma celebração poética da vida simples e das tradições do litoral brasileiro.
A letra, repleta de metáforas e simbolismos, retrata a jornada de um jangadeiro, um pescador que utiliza uma Jangada para navegar pelos mares.
A partida do mestre marca o início dessa jornada, simbolizando a determinação e a coragem necessária para enfrentar os desafios do mar.
- 6) Agnus Sei - João Bosco/Aldir Blanc
A música Agnus sei é uma composição de João Bosco que fala sobre a inquisição e o uso do passado para falar do presente, inspirada no velório do estudante Edson Lima, morto durante a ditadura militar em 1968.
A canção foi gravada para o Pasquim em 1972, periódico alternativo brasileiro que se destacou por seu papel de oposição ao regime militar.
A letra conta a história de um cruzado que se sente uma vítima da inquisição.
O cruzado diz que ”agnus sei” significa “eu sei que sou um carneiro”, não no sentido da inocência, mas no de vítima.
- 7) Maria Rosa – Lupicínio Rodrigues
“Ninguém cantou a dor da ausência como Lupicínio Rodrigues. ‘Maria Rosa’ é o retrato pungente dos amores e paixões da juventude que partiram deixando apenas lembranças que se transformam em trapos... e nada mais.”
- 8) Mancada - Gilberto Gil
A música fala sobre a responsabilidade e a traição, servindo como reflexão sobre a consequência de nossas ações.
Conta a história de um incidente em que o destinatário não conseguiu desfilar no carnaval por causa do mau uso do dinheiro da fantasia.
O carnaval, maior festa popular do Brasil, é comumente referido como “O maior espetáculo da Terra”.
- 9) Conversando no Bar - Milton Nascimento/Fernando Brant
A música fala sobre a nostalgia dos aviões da ‘Panair’, companhia aérea que teve suas operações encerradas pelo governo federal.
Aborda também a passagem da infância para a vida adulta, a memória e a melancolia.
A referência às asas da Panair é uma metáfora para liberdade e descoberta.
A mesa de bar é um microcosmo da vida onde histórias são compartilhadas.
- 10) Bolero de Satã - Guinga/Paulo César Pinheiro
‘Bolero de Satã’ é duelo de sedução e perigo — a dança do amor quando o desejo se confunde com a tentação.
Composição de Guinga e Paulo César Pinheiro, eternizada por Elis Regina e Cauby Peixoto.
- 11) Cai dentro - Paulo César Pinheiro/Baden Powell
Música encomendada por Elis Regina a Paulo César Pinheiro.
A canção é um samba com ritmo acelerado e várias divisões.
Dizia-se que havia uma grande cantora de samba no pedaço, e Elis Regina rapidamente pediu a música para mostrar como se canta samba.
O resultado foi “Cai Dentro”.
- 12) Querelas do Brasil – Maurício Tapajós/Aldir Blanc
Crítica poética e profunda à identidade e realidade brasileira.
A letra começa com a afirmação de que “o Brasil com z, não conhece o Brasil com s”, destacando a desconexão entre a imagem idealizada do país e sua verdadeira essência.
A repetição de termos indígenas e elementos da fauna e flora reforça a riqueza cultural e natural do país.
Também aborda a violência e a autodestruição com a frase: “o Brasil com z tá matando o Brasil com s”.
A música termina com um apelo desesperado: “do Brasil SOS ao Brasil”.
- 13) Bala com bala – João Bosco/Aldir Blanc
“Bala com Bala” é um samba vertiginoso, mistura de jazz e frevo, um verdadeiro turbilhão de sons e imagens.
Nesta composição, João Bosco e Aldir Blanc transformaram palavras em pólvora e ritmo em explosão.
É um verdadeiro trava-línguas.
- 14) Cobra criada - João Bosco/Paulo Emílio
Letra repleta de referências a animais e elementos da natureza como: “suco de surucucu”, “posta de pirarucu” e “gruta de viúva Negra”, criando uma atmosfera selvagem intensa.
Estes elementos ilustram a complexidade das emoções humanas.
Os termos: ‘cobra criada’, ‘piranha calunga’ e ‘diaba de banda’, sugerem uma figura feminina poderosa e independente.
- 15) Como nossos pais - Belchior
Considerada um dos maiores clássicos da música popular brasileira.
Composta durante a ditadura militar, retrata a desilusão da juventude reprimida, mas também fala de esperança e luta por mudanças.
A letra tem tom de conselho, como se alguém mais velho falasse com alguém mais novo.
- 16) O bêbado e a equilibrista - João Bosco/Aldir Blanc
Conhecida como “Hino da anistia”, é um clássico da música popular brasileira: “choram Marias e Clarices”.
A letra possui várias referências a eventos e personalidades ligados ao período de repressão militar.
“Marias e Clarices” remetem a Maria, filha do metalúrgico Manoel Fiel Filho, e Clarice Herzog, esposa de Vladimir Herzog, ambos mortos nos porões do DOI-CODI.
“A volta do irmão do Henfil” faz referência ao sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do cartunista Henfil.